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O
sonho se renova no alvorecer do dia.
E
como quem vive de esperança fugidia,
Hei
de cultivar a mais esta quimera.
Enche-se
o espaço de dúvida contida;
Penso
no que espera por mim adiante.
E
como quem pergunta em estado agonizante,
Hei
de morrer: será espera descabida?
Se
há um sonho, há resposta, afinal;
Se
há dúvida, há, de fato, explicação;
E
eis que desfiro o golpe fatal.
E
como há esperança, há razão;
Há
de haver mais no coração;
Muito
mais que um longo punhal.
RAQUEL
LUNA